O Brasil deve levantar os sinais de 'venda' para a Infraero - GordoSmart - Noticias e Curiosidades da Internet
sábado , 20 julho 2019
Gordo News

Capa » Brasil » O Brasil deve levantar os sinais de ‘venda’ para a Infraero

O Brasil deve levantar os sinais de ‘venda’ para a Infraero

A Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) informou que a empresa está preparando a venda de 49% de seu capital por meio de uma Oferta de Compra Inicial (IPO) no valor de BRL14 bilhões (USD3,6 bilhões). Seu presidente, Antônio Claret de Oliveira, diz que o IPO só será apresentado após as eleições federais brasileiras previstas para out / 2018.


Resumo:

  • A operadora de aeroportos estatais brasileira Infraero está mais uma vez sendo preparada para um IPO em potencial;
  • A companhia está preparando a venda de 49% de seu capital por meio de uma Oferta Inicial de Aquisição (IPO) no valor de R $ 14 bilhões (US $ 3,6 bilhões);
  • Enquanto a Infraero mantém uma carteira significativa de aeroportos, não é o que era, tendo perdido muita influência sobre os principais aeroportos do país;
  • Tendo já iniciado parcelas iniciais de privatizações aeroportuárias, em retrospectiva, outra versão inteiramente de privatização poderia ter sido uma opção melhor no Brasil.

Pelo menos isso oferece o vislumbre de uma data; o IPO da Infraero é falado há anos sem muita substância. O destino da Infraero, que ainda está sob a égide do Ministério da Defesa, também tem sido amplamente discutido, já que sua influência diminuiu após vários procedimentos de concessão em alguns dos principais aeroportos brasileiros.

Ele diminuiu tanto em tamanho quanto em gravidade. É esclarecedor que a avaliação de US $ 3,6 bilhões é exatamente a mesma que a projetada para os aeroportos GMR da Índia, que atualmente está envolvida em quatro aeroportos, três na Índia e um nas Filipinas. O portfólio da Infraero – todos no Brasil, nunca se envolveu com aeroportos estrangeiros que estavam sendo considerados no início do processo de concessão nacional – chega a mais de 60 deles, incluindo a maioria dos aeroportos concessionados.

MAP – O portfólio de aeroportos da Infraero permanece considerável e se espalha por todo o Brasil

Foi o ano passado, quando o ministro dos Transportes disse que o governo estava considerando uma IPO potencial para a Infraero e que uma emissão de ações, se conduzida, poderia ver o estado renunciando ao controle da empresa. Alternativamente, ele disse, a Infraero poderia ser reduzida ou até mesmo “terminada”. O mesmo ministro depois disse que não haveria privatização da Infraero. A indecisão é palpável.

Além disso, alguns dos acordos de concessão propostos foram interrompidos, como o aeroporto Santos Dumont, no Rio, que ficou sob a administração da Infraero, com base no fato de que sem esse ativo a Infraero não teria recursos lucrativos!

Tem havido muita conversa sobre o que será da Infraero. Já em fevereiro de 2017, o Senado anunciou que a Comissão de Constituição estava analisando a necessidade da contínua participação da Infraero nos aeroportos nacionais. Depois disso, o Ministro dos Transportes permaneceu contra qualquer tipo de privatização da Infraero, contrariando a sugestão de um consultor de que deveria ser privatizada “como a AENA” na Espanha (é um tamanho similar em termos de número de aeroportos) e, como no No caso do México, havia aeroportos âncora em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília, para “pendurar” um esquema de privatização setorial.

Mas o método de privatização-de-aeroportos-por-concessão, em uma série de tranches, foi introduzido; um que deixou a Infraero com 49% do patrimônio dos aeroportos concessionados e a ameaça de que poderia até perder isso. O governo começou a procurar maneiras de se desfazer das ações da Infraero em alguns desses aeroportos maiores.

Apesar do fato de que o processo de concessão não funcionou tão bem quanto poderia – algumas das concessionárias gostariam de sair se pudessem – não é possível voltar atrás no relógio. Além disso, a próxima parcela está se aproximando, principalmente de aeroportos de nível secundário por ‘bloco’ (embora existam alguns maiores como São Paulo Congonhas, Cuiabá e Recife Guararapes) e ancorados, ao México, cada um em um maior (ou ‘ bife com osso “como os brasileiros o chamam”.

A Infraero não é a força que foi, tendo sido enfraquecida pelo processo de concessão, já que Sampson estava com o cabelo cortado. A avaliação do IPO é uma evidência clara disso. Seria melhor simplesmente privatizar a Infraero da mesma maneira que a AENA na Espanha logo no início, por meio de um IPO vinculado a vendas comerciais a investidores importantes? Provavelmente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Ao continuar a usar o site, você concorda com o uso de cookies. Mais Informações

As configurações de cookies neste site estão definidas para "permitir cookies" para oferecer a melhor experiência de navegação possível. Se você continuar a usar este site sem alterar suas configurações de cookies ou clicar em "Aceitar" abaixo, você estará concordando com isso.

Fechar